top of page
Tel: (63) 3224-2576
FAQ
Aqui você encontrará respostas para as perguntas mais comuns sobre o desenvolvimento infantil. Nossa equipe de especialistas preparou informações abrangentes para ajudar a esclarecer dúvidas frequentes. Fique à vontade para entrar em contato conosco caso tenha alguma pergunta adicional.
Perguntas frequentes
Comunicação Aumentativa e Alternativa
Guia Prático: Manuseando o Asterics Grid
Não. Este é o maior mito relacionado à CAA. Evidências científicas demonstram que a comunicação alternativa estimula e apoia o desenvolvimento da fala oral. Ao fornecer um modelo visual (o pictograma) e, em muitos casos, um modelo auditivo imediato (a voz dos aplicativos), a CAA diminui a ansiedade e a frustração da criança, servindo como um organizador para a linguagem e abrindo caminhos para o surgimento ou ampliação da fala.
Modelagem é a estratégia onde os parceiros de comunicação (pais, professores, terapeutas) utilizam o sistema de CAA para conversar com a criança. Na prática, sempre que você falar com ela, você deve apontar para os pictogramas correspondentes no recurso visual ou na tela (ex: dizer "vamos passear" e tocar no símbolo de passear). A criança precisa ver as pessoas ao seu redor "falando" através dos símbolos para aprender que aquela ferramenta serve para se comunicar no mundo real.
Não. A modelagem deve ser um processo natural e livre de pressão ou cobranças imediatas. Assim como um bebê passa meses apenas ouvindo a linguagem oral antes de falar as primeiras palavras, a criança que usa CAA precisa de tempo e exposição visual para processar os símbolos. Modele sem exigir que ela repita o toque; a iniciativa dela deve surgir a partir do desejo espontâneo de interagir.
Não É justamente nos momentos de crise, frustração ou rigidez cognitiva que a criança mais precisa de suporte para se expressar. Longos discursos ou explicações puramente verbais do adulto tornam-se difíceis de processar nesses momentos. A conduta recomendada é aproximar o sistema de CAA e modelar opções regulatórias na tela ou na prancha, como "PARAR", "AJUDA" ou "NÃO QUERO", oferecendo uma via segura e funcional para que ela manifeste sua insatisfação.
Lembre-se: nesses momentos, a criança não precisa ser colocada “à prova” para manusear o aparelho, a modelagem é a forma mais eficaz de estabelecer a comunicação nesses momentos.
Para que a comunicação tenha sentido imediato, focamos em um inventário de palavras funcionais e de alta ocorrência no cotidiano (como verbos, desejos, sensações e protestos). Termos puramente acadêmicos têm utilidade restrita no dia a dia. Priorizar vocabulário funcional potencializa a função regulatória e interativa da linguagem, garantindo que a criança consiga gerenciar o ambiente, fazer solicitações autônomas e interagir socialmente com eficácia.
O interesse da criança deve ser a principal porta de entrada para a modelagem. Durante as brincadeiras preferidas ou atividades de forte engajamento (como momentos mediados por música ou jogos específicos), os adultos devem usar as pranchas para fazer comentários imediatos sobre a ação (ex: modelar "legal", "rápido", "mais", "olha" “é azul”). Isso mostra que a ferramenta de CAA serve para compartilhar prazer e expressar sentimentos, e não apenas para responder a perguntas ou cumprir ordens.
Sim. O uso do teclado alfabético (mesmo com escrita por aproximação, suporte preditivo ou digitação de letras isoladas) é uma ferramenta excelente de alfabetização e letramento que deve ser incentivada em paralelo ao uso dos pictogramas. Se o aplicativo possuir uma prancha com teclado, ela deve ficar disponível para que a criança explore as letras, faça tentativas de escrita espontânea e aprenda a relacionar os sons da fala aos caracteres escritos, expandindo ainda mais sua autonomia comunicativa e preparação acadêmica.
Sim, em grande parte das situações, mas com direcionamento terapêutico. O ato de acionar repetidamente o mesmo pictograma ou som pode ter diferentes significados dependendo do contexto. É fundamental compreender o comportamento antes de intervir:
· Exploração e Aprendizado Motor: Na fase inicial de implementação ou ao descobrir uma prancha nova, a criança precisa testar o dispositivo para entender a relação de causa e efeito (apertar e ouvir o som) e mapear a localização física do botão (planejamento motor). Esse comportamento é o equivalente visual ao "balbucio" de um bebê e não deve ser reprimido.
· Regulação Sensorial: Em momentos de maior agitação ou fadiga, o toque repetitivo pode funcionar como uma ferramenta de auto-regulação.
· Como intervir (A estratégia da atribuição de significado): Em vez de retirar o dispositivo ou dizer "pare", o parceiro de comunicação deve validar o toque dando uma função real àquela palavra. Por exemplo, se a criança aperta repetidamente o botão "MÚSICA", o adulto deve intervir modelando no painel: "Você está apertando MÚSICA. Vamos OUVIR MÚSICA ou PARAR A MÚSICA". Dessa forma, transforma-se o comportamento repetitivo em uma oportunidade de interação dialógica funcional.
Você deve priorizar os comentários. Um dos erros mais comuns na implementação da CAA é transformar o comunicador em uma ferramenta de "testagem", onde o adulto passa o tempo todo fazendo perguntas cujas respostas ele já sabe (ex.: "O que é isso?", "Que cor é essa?", "Cadê o cachorro?"). Isso torna o uso do dispositivo exaustivo e puramente avaliativo para a criança.
· A Regra dos Comentários (Proporção 4 para 1): Para cada pergunta que você fizer, tente fazer pelo menos quatro comentários. Use o sistema de CAA para descrever o que está acontecendo, expressar sentimentos e narrar a ação (ex.: "Caiu!", "Que legal", "Ih, quebrou", "Eu gosto").
· Por que isso é importante? Comentar expande o vocabulário e demonstra à criança que a comunicação serve para interagir, compartilhar experiências, brincar e protestar, e não apenas para responder a questionários. Quando você comenta sem cobrar uma resposta, você reduz a pressão comunicativa e torna o ambiente muito mais favorável para que a criança queira usar o dispositivo de forma espontânea.
Recomenda-se que não. O dispositivo de CAA deve ser reconhecido pela criança estritamente como a sua ferramenta de voz e comunicação. Se o mesmo aparelho for utilizado para assistir a vídeos ou jogar, haverá uma competição de interesse no cérebro da criança: ela dificilmente aceitará fechar um vídeo de entretenimento para abrir a prancha de comunicação, o que pode gerar episódios de frustração, choro e recusa do aparelho. O ideal é manter o tablet ou recurso de CAA bloqueado para fins de entretenimento, utilizando capas protetoras de alta resistência e deixando claro que aquele objeto serve especificamente para ela "falar" e interagir com o mundo.
bottom of page